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Da maconha ao coronavírus: o impacto das fake news


14/03/2020
AUTOR: Victor Farias

Ao que parece, ninguém está imune às fake news. Uma avalanche de informações está disponível a cada segundo, na palma da mão. As notificações nos aproximam e nos deixam em constante estado de alerta. Seja no WhatsApp, no Facebook, no Twitter ou em qualquer outra mídia virtual, um clique te oferece uma gama de possibilidades.
Em meio a esse quadro, muitas informações dificilmente são contestadas e, mesmo assim, seguem sendo compartilhadas a todo vapor. Qualquer que seja o tema, verdade ou não, o importante é dizer. O compartilhamento dessas informações não é exatamente novidade, mas a internet e os aplicativos de mensagens instantâneas ampliaram o alcance dessas informações falsas. 
Historicamente, inverdades foram disseminadas com diferentes objetivos. Relatos de historiadores dão conta de que, desde a Idade Antiga, a proliferação desses dados tiveram um grande impacto na configuração do mundo como conhecemos. Com a finalidade de disseminar boatos e desinformação, as mentiras são vistas como uma grande ameaça.
As informações falsas divulgadas amplamente sobre a maconha, por exemplo, dificultam o percurso até a descriminalização e legalização da planta para diversos usos. Muito antes das mídias sociais, alguns livros, jornais, artigos científicos e até o cinema já disseminavam informações falsas sobre a planta. De tanto demonizarem a erva, a planta ficou conhecida como “erva do diabo”. 
Trazendo para uma abordagem mais presente, o Ministério da Saúde realizou um monitoramento de postagens e mensagens enganosas nas redes sociais e identificou que, desde 2016, o compartilhamento desses dados tornou-se um dos fatores atribuídos a queda de cobertura de vacinas no Brasil. A partir disso, intensificaram as campanhas veiculadas em mídias sociais, rádio e TV contra as falácias. 
coronavirus
Em meados de 2018, quando o Brasil era tomado pelo assunto “febre amarela” o número de notícias falsas foi mais um fator de risco. À época, grupos de mensagens de amigos e familiares estavam em euforia compartilhando todas as informações que parecessem verdadeiras ou não. A histeria coletiva culminou, mais uma vez, na queda no número de vacinas na população de risco e no assassinato de macacos, por parte da população, por acreditarem que o animal transmitia o vírus ao humanos. 
Hoje o problema também é sério: o coronavírus. Diante da pandemia, um grupo de iranianos acreditou em um falso boato de que as bebidas alcoólicas ajudam a eliminar o vírus. Mais de 40 pessoas já morreram intoxicadas após beber álcool adulterado. 
A aparência de manchete confiável, adjetivos e superlativos que elucidam impacto e credibilidade e fontes sem checagens apropriadas são alguns dos aspectos que poderiam, em certo grau, dar valor verídico ou retomar alguma situação que pareça verdade, embora sejam apenas lorotas. 
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