saiba como surgiu a marcha da maconha

Saiba como surgiu a marcha da maconha

saiba como surgiu a marcha da maconha

A legalização da maconha vem sendo discutida desde o início dos anos 90, com o surgimento de movimentos antiproibicionistas, como a Marcha da Maconha.

Apesar de ainda haver um grande tabu sobre este assunto, o movimento argumenta que a proibição já se mostrou ineficaz, resultando no encarceramento de uma juventude — em sua maioria, negra e de classe baixa — e interferindo diretamente na liberdade pessoal.
No post de hoje, conheça um pouco mais sobre a legalização da maconha e acompanhe sua trajetória:

A Marcha da Maconha

A Marcha da Maconha é um movimento mundial que reivindica a legalização do uso da Cannabis para fins medicinais e recreativos. As Marchas são realizadas anualmente, em diversas cidades, chamando a atenção da mídia para a planta e, consequentemente, suscitando à sociedade um confronto de opiniões sobre o assunto.

Além das passeatas, o movimento promove debates sobre a maconha em espaços públicos e acadêmicos, se fazendo presente também nas decisões legais sobre o tema.

O movimento defende a ideia de que não cabe ao Estado controlar uma conduta individual quando esta não afeta a vida de terceiros, como é o caso do uso da maconha. Ou seja, um indivíduo que cause danos a si mesmo não poderia, por este motivo, sequer ser julgado.
A definição de ‘princípio do dano’, bem mais antiga que a Marcha, surgiu com Stuart Mill, em 1845, na obra Sobre a Liberdade.

A origem da marcha da maconha

A mobilização a favor da liberação da maconha teve seu início graças ao ativista Dana Beal, um dos principais organizadores da primeira Global Marijuana March (Marcha Mundial pela Marijuana), ocorrida em 07 de maio de 1990 em Nova York.

As publicações da Cannabis Culture Magazine também foram fundamentais para divulgar as notícias e os objetivos da Marcha pelo mundo.
A Marcha da Maconha é, sobretudo, uma celebração da liberdade de expressão relacionada à cultura da Cannabis e às opções individuais do indivíduo.

Desde 1990, já ganhou versões em 80 países no mundo e em mais de 870 cidades. Atualmente, acontecem cerca de 420 marchas pelo mundo, sendo cerca de 42 delas só no Brasil!

A Marcha pela legalização da maconha no Brasil

No Brasil, o movimento antiproibicionista começou ao final da ditadura militar, nos anos 80, com alguns levantes e protestos, mas sem grande repercussão nacional.

Em 2002 aconteceu, oficialmente, a primeira Marcha da Maconha no Brasil, que reuniu mais 800 pessoas — convidadas a partir de papéis de sedas carimbadas com as informações da Marcha e distribuídas no Posto 9, no Rio de Janeiro. Diferentemente das décadas anteriores, para alegria geral, não houve repressão policial.

A Marcha se repetiu em algumas cidades brasileiras, mas apenas em 2007,foi criada a identidade ao movimento, concentrando os objetivos e promovendo a discussão sobre a cultura canábica. Com isso, no ano seguinte foram organizadas as Marchas em 12 capitais brasileiras, mas decisões judiciais as definiram como criminosas por “fazerem apologia às drogas”.

Essa repressão da justiça se manteve de 2008 até 2011, quando uma tentativa de Marcha em SP provocou uma truculenta resposta policial, fazendo com que, finalmente, o STF decidisse quanto à legitimidade das manifestações.

Ainda que vagarosamente, o debate da legalização da maconha avança em diversos aspectos. Apontada como uma possível solução à violência gerada pelo tráfico, o plantio da Cannabis para uso próprio é uma ideia recorrente e defendida pelo movimento.

E veja só: recentemente, o Conselho do MPF entendeu que importar algumas sementes de maconha, no caso específico da Holanda, não seria um crime de tráfico internacional. Essa decisão não define outras futuras, mas sugere uma abertura da mente dos nossos juristas.

E você, pensando a comparecer à próxima Marcha da Maconha de sua cidade e se engajar nesse movimento? Curta nossa página e fique por dentro desse e outros assuntos sobre a cultura canábica!

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