Afinal, qual a diferença entre skunk, maconha e haxixe?

Cultivada há muito mais tempo do que sonha nossa vã ingenuidade, a Cannabis e suas propriedades despertam o interesse de muita gente há milhares de anos. Com os cigarros artesanais caindo no gosto popular, produtos como maconha e haxixe ganham, aos poucos, mais espaço na sociedade. Apesar de ainda não serem legalizadas em todos os países (incluindo o Brasil), essas ervas passaram a ser apreciadas por muitas pessoas.

Entre as diferentes espécies de Cannabis, temos, além da maconha e do haxixe, o skunk, que é originário de uma espécie híbrida. Muitas vezes esses produtos são difundidos como simples variedades de maconha, mas não se deixe enganar: eles possuem propriedades e efeitos bastante diferentes!

Quer entender melhor a diferença entre a maconha, o haxixe e o skunk? Reunimos aqui algumas informações e características sobre os 3 para tirar de vez as suas dúvidas:

Sobre a Maconha

Cultivo

É o campeão de popularidade entre os derivados da Cannabis. Extraída das flores e folhas secas das plantas femininas, a maconha pode ser cultivada tanto em ambientes externos quanto internos. Quando cultivada em ambientes externos (caso da Cannabis Sativa), a planta atinge até 3 metros. A planta de maconha possui um aroma cítrico e necessita de mais luz para o seu florescimento. Já no cultivo indoor (caso da Cannabis Indica), ela pode atingir até 1,80 metros, necessitando de menor exposição à luz (seja ela natural ou artificial).

Consumo

O fumo através do cigarro artesanal, popularmente chamado de baseado ou beck, é a forma mais comum de se consumir a maconha. Vale destacar a importância do uso de seda natural apropriada para isso, pois o papel pode interferir no gosto, no cheiro e no tempo de queima do cigarro.

Efeitos

Além da vermelhidão nos olhos e uma fome insaciável, os efeitos da maconha podem variar de acordo com a sua espécie de origem. A Cannabis Sativa é mais estimulante, deixando a pessoa mais eufórica e energizada, enquanto a Cannabis Indica é mais sedativa, deixando a pessoa mais tranquila e relaxada.

Sobre o Haxixe

Extração

Diferente da maconha, o haxixe consiste no produto extraído, em forma de resina, das flores e frutos da Cannabis. Geralmente o produto é extraído utilizando um pano ou uma peneira para sacudir as folhas da Cannabis. Esse procedimento libera um pó que, quando prensado, toma a forma resinosa característica do haxixe.

Consumo

A forma de consumo do haxixe também varia bastante. Além do fumo, ele pode ser ingerido, e é inclusive utilizado como ingrediente de chás e bolos. No Brasil, o percentual de pessoas que consomem o haxixe é o mesmo da maconha. Porém, por ser um pouco mais forte, ele é mais consumido por quem já utiliza a maconha há algum tempo.

Efeitos

Apesar de apresentar diferentes cores, a tonalidade não interfere nas reações que o haxixe causa. Os efeitos são semelhantes ao da maconha, mas muito mais intensos: por ser praticamente um concentrado de Cannabis, o THC do haxixe pode chegar a até 14%, enquanto o da maconha é de apenas 4%!

Sobre o skunk

Origem

Além da Cannabis Sativa e da Cannabis Indica, outros híbridos da planta foram criados através do cruzamento das variedades citadas. Entre os híbridos mais famosos dessas espécies está o skunk (cerca de 75% Sativa e 25% Indica), criado nos Estados Unidos em meados da década de 70.

Cultivo

Algumas propriedades do skunk são provenientes da Cannabis Sativa, como o seu sabor e a euforia causada. Já o rendimento e o tamanho da planta, perfeita para o cultivo indoor, são características da Cannabis Indica.

Efeitos

Embora seja bastante semelhante à maconha comum, o skunk possui maior índice de THC (pode chegar a até 20%), o que torna os seus efeitos ainda mais intensos. Outro destaque é o aroma adocicado, muito característico deste produto.

Apesar de serem diferentes produtos da Cannabis, muitas pessoas ainda não sabem diferenciar skunk, maconha e haxixe, generalizando-os como a mesma coisa. Apesar dos problemas dessa generalização, o fato da produção e consumo desses produtos não serem legalizados no Brasil impede a instrução devida sobre suas propriedades.

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